O ano 2000 consagrou O Rappa como uma das bandas mais importantes do país graças ao lançamento de Lado B Lado A. Os prêmios no VMB 2000 de “Videoclipe do ano”, “Escolha da audiência”, “Melhor Videoclipe de Rock”, “Edição”, “Fotografia” e “Direção em Videoclipe” só mostraram o quanto o ano foi importante para eles.

Mas esse #musicsaturday não é sobre O Rappa, mas sim sobre uma banda que saiu do underground nesse mesmo VMB. Tímido, na categoria de “Melhor Democlipe”, o CPM 22 concorria (e perdia) a um prêmio pela primeira vez. E Anteontem foi a sua porta de entrada para o mainstream.

O CPM está na ativa desde 1995, quando já tocava suas músicas com fortes influências do hardcore e do punk melódico, com um toque de cotidiano jovem. O primeiro CD, A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum, veio no mesmo ano da indicação para o prêmio do VMB e impulsionou a carreira da banda.

Um ano depois, o CPM lançou o segundo álbum de estúdio, com o criativo nome de CPM 22. Foi dele que vieram músicas como Regina Let’s Go e O Mundo dá Voltas, regravadas do álbum anterior, e a que considero uma das melhores: Tarde de Outubro. Aliás, foi com ela que o CPM ganhou o primeiro prêmio na MTV, de “Artista Revelação”, no VMB 2002, além de ter concorrido em outras três categorias: “Escolha da Audiência”, “Melhor Videoclipe de Rock” e “Edição”, esta última com o clipe de Regina Let’s Go.

E então veio Chegou a Hora de Recomeçar e a entrada de fato para a grande mídia. Tudo por causa de uma música que tava lá em um dos CDs mais badalados de 2003: a trilha sonora de Malhação. Sim, o cd laranja da Malhação. Nele tinham alguns dos grandes hits do ano, como Tô nem aí, da Luka (lembram dela?), Só por uma Noite, do Charlie Brown, Só Hoje, do Jota Quest, Quando o sol se for, dos Detonautas e, lógico, Dias Atrás.

Se pegarmos tudo que o CPM fez, uma inserção em um dos programas jovens mais popular e ainda músicas como Desconfio e Não sei viver sem ter você, temos um das bandas de rock mais importantes dessa década no Brasil.

E em 2005 veio a maior consagração e o prêmio mais importante até então: “Escolha da Audiência”, no VMB 2005. Todo mundo sabe que essa é a categoria onde o público dá o pitaco de forma mais forte, mostrando qual clipe representou o ano para os espectadores. E foram eles que consagraram o CPM, dando o prêmio principal a Um minuto para o fim do mundo e o prêmio de “Melhor Videoclipe de Rock” para Irreversível, ambas do álbum Felicidade Instantânea, lançado no mesmo ano.

E como boa banda com mais de dez anos de carreira, eles lançaram um CD ao vivo, em 2006, gravado na cidade que é a síntese da banda – São Paulo. De quebra, eles ainda levaram o VMB 2006 de “Mellhor Performance ao vivo”. Se São Paulo é tão forte para o CPM, nada melhor que o seu quinto CD fosse uma ode a isso. Cidade Cinza perde o apelo popular que os outros CDs tinham, mas mostram um CPM mais coeso e mais hardcore do que antes. Mesmo não tendo sido recebido com tanto entusiasmo pelo público, foi o grande vencedor do Grammy Latino de “Melhor Álbum de Rock Brasileiro”.

E 2011 é o ano que o CPM 22 promete o seu novo CD, o sexto. E o novo single já foi lançado: Vida ou Morte. Sabe aquelas músicas que você não consegue parar de dar repeat? Pois é, essa significou isso para mim. No aguardo do novo album que, se seguir a música já lançada, tem tudo para ser foda.