Um livro sobre amizade

“Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro”
Harry Potter e a Pedra Filosofal

Eu fiz uma pesquisa rápida com meus amigos no facebook/msn perguntando: “Se você pudesse definir a saga Harry Potter em uma palavra, qual seria?”. Disparado, a maioria das pessoas disse que é uma história sobre amizade. E eu não tenho como discordar disso.

Não dá pra imaginar Harry sem a companhia do Rony ou da Hermione. Fred sem Jorge. Draco sem Crabbe e Goyle. Lilá sem Parvati. Tiago sem Sirius, Remo e Pedro. Dino sem Simas. Voldemort sem Nagini. Buchecha sem Claudinho.

Galerinha do barulho aprontando todas no Gigabyte – Retirado deste Deviantart

A amizade sempre foi a base de Harry Potter. Vamos pensar apenas no personagem principal. Desde a primeira viagem no Expresso de Hogwarts, quando Harry conhece o Rony, até o momento em que os dois enfrentam o trasgo e ficam amigos da Hermione, o trio foi praticamente inseparável.

Se Harry não contasse com a ajuda dos dois amigos ele não teria feito um décimo das coisas que ele fez. Só para citar o quanto a amizade dos três era leal, eles enfrentaram juntos o caminho até a pedra filosofal, confrontaram um rato recém-transformado, desvendaram as provas do Tribruxo, invadiram o Ministério da Magia, caçaram Horcrux e enfrentaram uma guerra juntos.

Nos momentos decisivos, mas também no dia-a-dia – Retirado deste Deviantart

“Você já nos disse uma vez – disse Hermione em voz baixa – que havia tempo para desistir, se a gente quisesse. Tivemos tempo, não é mesmo?”
Hermione

Com três pontos se faz um plano, por isso três é o número ideal para os pés de uma cadeira. Três mantém a sustentação perfeita e evita que o todo balance. Quando Hermione ficou petrificada em A Câmara Secreta, Harry e Rony penaram para descobrir o segredo da câmara. Se Rony briga com Harry em O Cálice de Fogo, descobrir o que será a primeira prova do Tribruxo é muito mais desestimulante. Ou se Rony começa a namorar e Hermione fica com ciúmes, Harry precisa fazer o papel de bom amigo e falar com os dois, separadamente.

Porém a prova máxima da amizade está no último livro. Rony e Hermione abandonam as suas famílias para ajudar o Harry em uma jornada que ele não tem a mínima ideia do que fazer. Eles largam tudo e saem pelo mudo caçando pedaços da alma do bruxo mais poderoso de todos os tempos. No meio do caminho, Rony abandona o trio, mas consegue encontrá-los novamente graças ao desiluminador e à força da amizade dos três. E tudo termina com uma conversa entre os três no escritório de Dumbledore.

Foi sempre assim, desde o início – retirado deste Deviantart

“É preciso muita audácia para enfrentarmos os nossos inimigos, mas igual audácia para defendermos os nossos amigos”
Dumbledore

Porém não é só com amizades normais que o livro se sustenta. É naquelas amizades mais improváveis que ele mostra a sua força narrativa e nos faz realmente acreditar que a amizade é o ponto forte da história. É a amizade e cumplicidade entre Dumbledore e Harry. É a falta de amigos desesperadora de Luna Lovegood. É a relação de família entre os marotos. É o paternalismo entre Hagrid e Harry. É Neville Longbotton e a sua lealdade para toda a Grifinória.

E, com isso, não é necessário falar mais nada. Sem os amigos, Harry Potter não seria nada. É ver a relação entre os personagens crescendo ao longo dos livros, transformando aqueles meninos de 11 anos em adultos, juntos. Por isso que Harry Potter é um livro sobre amizade e como valorizar cada um de seus amigos.

“Seremos tão fortes quanto formos unidos e tão fracos quanto formos desunidos”
Dumbledore
Amizade sincera é isso aí – Retirado deste Deviantart