Foi um ano bom para seriados. Fiz algumas maratonas bem legais, continuei acompanhando as séries que eu já acompanhava e aumentei minha lista de seriados para o futuro. Na média, assisti praticamente dois episódios por dia, mas deixei de ver muita coisa queridinha da crítica e do público (estou falando com você, Breaking Bad).

Enfim, vamos aos melhores episódios que vi este ano.

Anos incríveisPilot (s1e01)

Anos Incríveis me ganhou logo no primeiro episódio, em uma única cena. Quando Kevin Arnold e Winnie Cooper dão o primeiro beijo embaixo da árvore, eu tinha certeza de que me apaixonaria por aquela história. Não deu outra.

A série conta a vida de Kevin Arnold, um garoto de 11 anos que precisa enfrentar os grandes dilemas da idade como se relacionar com garotas, fazer novos amigos, conviver em família e se preocupar com a escola. O toque de brilhantismo fica a cargo do narrador, que é o próprio Kevin, porém mais velho. Ele interfere a todo momento na história e é a interação dele com o jovem Kevin que rendem os melhores momentos da série.

Sim, porque, apesar de tudo, é uma série de comédia. Ao mesmo tempo, também é uma série dramática. Ela consegue intercalar as duas pontas na medida certa e isso a torna muito especial. São vários momentos em que você se pega pensando na própria vida e nas situações que viveu quando era mais novo e, por que não, vive até hoje.

Ao longo das seis temporadas, foram muitos os episódios que me deixaram com um sorriso no rosto, mas nesta retrospectiva vou destacar apenas o piloto. Foi ele que me fisgou e, depois dele, já estava envolvido com aquela turminha. Peço apenas que você assista e se apaixone como eu me apaixonei. Definitivamente é uma das séries que vou levar para a vida.

Band of BrothersBastogne (s1e06) e Why we fight (s1e09)

Falo sem medo de errar: Band of Brothers é uma das melhores coisas já produzidas para a televisão mundial. O drama, ambientado na Segunda Guerra Mundial, acerta emcheio ao não se focar nos combates, mas sim nas pessoas. Acompanhamos a Easy Company desde o treinamento até quando eles ocupam o Ninho da Águia e a Guerra tem seu fim. Temos a oportunidade de ver o crescimento de cada um e como é importante o sentimento de irmandade que une aqueles homens durante uma situação tão extrema quanto a guerra.

Apesar de toda a série ser brilhante, destaco dois episódios. O primeiro é Bastogne, centrado no médico da companhia, Eugene Roc, simplesmente chamado de Doc. Neste episódio, os homens da Easy Company enfrentam a pior batalha de todas, com um inimigo bem preparado e frio intenso nas costas (para quem curte história, pesquise por Batalha das Ardenas e se divirta). O médico se vê em uma situação de extrema solidão e impotência, pois vê os companheiros sendo atacados e os medicamentos se tornando escassos. O clima de desolação é tão forte que, pela primeira vez na série, pude perceber de fato o impacto da Guerra em alguém.

Mas esse sentimento só bateu de vez com o segundo episódio que vou destacar. Why we fight é um soco na boca do estômago de tão intenso. Até bem próximo do fim da Guerra, não era de conhecimento geral a existência dos campos de concentração. Nem quem estava nos campos de batalha sabia sobre eles. Então é um choque quando a Easy Company descobre um dos muitos campos presentes na Alemanha. A partir daí é uma pancada atrás da outra. Uma cena mais impactante que a outra. E eles finalmente descobrem porque lutaram todo aquele tempo e que, no fim, valeu a pena.

How I Met Your MotherTime Travelers (s8e20)

Nem revelar a identidade da Mother fez com que How I Met Your Mother fosse tão legen… wait for it… dary quanto o episódio Time Travelers. É impressionante como uma série em seu oitavo ano consiga fazer um episódio tão sólido quanto esse, em uma temporada com qualidade inferior e que só havia engrenado após o fatídico Outono dos Términos e do pedido de casamento. E pensar que tudo começou como um episódio engraçadinho qualquer, mas com uma estrutura narrativa diferenciada. Se ele já estava bom, os últimos minutos o coroaram como uma das melhores coisas que a série fez na temporada. O sentimento de solidão do Ted nunca foi tão forte e o discurso dele em frente à porta da Mother é de cortar o coração.

LostGreatest Hits (s3e21) e Ab Aeterno (s6e09)

Ainda não tinha assistido Lost até o fim e 2013 foi a vez de reparar esse erro. Sou do time dos que abdicaram de explicações racionais e só aproveitaram o final, mas não é sobre isso que quero falar. Dentre as seis temporadas, muitos episódios se destacam seja pela ousadia do roteiro, pelas dúvidas ou pelas revelações feitas. Mas dois episódios são, para mim, especiais. O primeiro deles é aquele que considero o melhor episódio da série: Greatest Hits. É a grande despedida do Charlie (o personagem que mais gosto), com o tom certo de flashbacks e emoção. Já o segundo é centrado em um dos personagens mais misteriosos do universo Lost e foi uma viagem incrível poder acompanhar a vida e o que move o Richard.

The OfficeNiagara (s6e04 e s6e05) e Goodbye, Michael (s7e22)

Outra série que mereceu maratona em 2013 foi The Office. Acho que a série sobre uma tediosa (ou não) empresa de venda de papel merece ser vista por inteiro, mas dois episódios me marcaram muito. O primeiro deles é Niagara, que conta as aventuras do casamento de um dos melhores casais da televisão: Jim e Pam. A forma como eles se casam é a coisa mais singela e bonita que a série já mostrou. Aliás, é a segunda coisa mais singela e bonita, já que temos Goodbye, Michael. O episódio que marca a saída de Steve Carell teve tudo que um bom episódio da série tem, com direito a despedida emocionada do Jim e a Pam correndo até o aeroporto só para dar um último abraço no ex-chefe. Sensacionais!

Menção especialOrange is the new black
Netflix chegou chutando as portas e colocando a cara para bater. Ainda não assisti House of cards (eu sei, vou assistir em 2014), mas Orange is the new black é uma agradável surpresa e que merece estar na minha lista dos melhores do ano. Não com episódios isolados, mas com a série inteira!

Os melhores dos anos anteriores
Melhores de 2012

Seriados assistidos no ano
Anos Incríveis, Arrested Development, Band of Brothers, Brooklyn Nine-Nine, Community, Elementary, Girls, Glee, How I Met Your Mother, Lost, Modern FamilyNew Girl, Once Upon a Time, Orange Is The New Black, The Big Bang Theory, The Hour, The New Normal, The Newsroom, The Office, The Walking Dead, True Blood e Wilfred.

Promessas para 2014
– Assistir The Sopranos, Six Feet Under e Breaking Bad
Ler os livros das Crônicas de Gelo e Fogo pra assistir Game of Thrones
– Maratona de alguma comédia (30 Rock ou Parks and Recreation)
– Escolher algumas séries novas para acompanhar no meio do ano e preencher o vazio que How I Met Your Mother vai deixar no meu peito