Hello… it’s me.

Caralho, de novo? Já acabou, Jéssica?

Bom, o granjeiro prometeu me entregar pra Jiang e fazer ela sussurrar “flango flito” no meu ouvido se eu não escrevesse essa segunda parte, então infelizmente não acabei ainda. Pensei até em ocupar a granja pra lutar por condições melhores, mas lembrei que já moro aqui, então ocupar não faz diferença. Por mais que o granjeiro tente a reintegração de posse, foi ele mesmo que colocou a gente aqui e então não faz diferença. Na verdade eu queria que o granjeiro fizesse um mandado pra me expulsar daqui e me deixar livre de vez.

Pena que é mais fácil conseguir imagens de Plutão do que isso acontecer. Enquanto isso a gente vai levando, já que no final sempre rola um #LoveWins. E que a galinha gorda com celulite não leia isso, já que ela pode ter ideias erradas e eu prefiro pegar zika a ter que passar uma noite sequer com ela. Nem um bom livro de colorir aliviaria o stress de ter que ver ela pelada, por isso é bom deixar tudo bem claro pra não ter mal entendidos.

Calma, eu me perdi. Onde eu tava mesmo? Ah sim, no dólar a quatro reais. As galinhas todas estavam com planos de comprar vestidos pro réveillon no Aliexpress e agora tá impossível. O lado bom disso é que a gente evita confusão com cores, imagina que absurdo alguém querer passar a virada do ano de branco e dourado e terminar de azul e preto?

Aliás, tá tudo pronto pra festa aqui no galinheiro. Já tem fitas brancas por todos os lados, o galo sarado ensaiou bem o falsete e já montei uma playlist incrível pra dar uma de André Marques. Coloquei muito Wesley Safadão, Jads e Jadson, Mc Brinquedo, Mc Pedrinho e Biel. Tô treinando a coreografia de Bang pra não fazer feio quando todo mundo começar a dançar e até fiz o favor de descobrir quem era o tal Cristiano Araújo que morreu pra colocar umas músicas dele na playlist.

Falando em morte, esse ano a gente se livrou do último fantasma da Copa de 50 com a partida do Ghigia. Como o único do 7×1 que morreu foi o gaúcho da taça, ficaremos com mais uns fantasma por algumas décadas. A gente também perdeu, de uma tacada só, Saruman e Spock. Isso foi demais pro meu pobre coração de frango, mas nada comparado às horas de pesadelo e pânico que tive depois. Sem contar com a Marília Pêra, uma diva até os últimos momentos. E um ano que leva até o Zé Bonitinho merece ter até a mãe xingada.

Chega de assunto triste porque a frangospectiva não é pra isso. Pra acabar com o climão, só voltando alguns parágrafos no tempo em nosso DeLorean pra desfazer a merda. Falando em voltar, dá até vontade de gravar um dubsmash do Han Solo falando “Chewie, we’re home” e embarcar rumo a uma galáxia muito, muito distante. Se der pra parar e encontrar a Furiosa no caminho pra perguntar que horas ela volta, vai ser melhor ainda. E sabe como pode ficar ainda mais incrível? Se a gente puder fazer tudo isso sem sair da nossa própria cabeça.

Enfim, chega de ficar louco de ácido. Acho que chegou a hora de desejar aquelas palhaçadas todas de fim de ano e desejar que 2016 seja um ano tão espetacular quanto 2015 foi pra Serena Williams e pro Novak Djokovic. Que você não leve uma rasteira igual ao Bolt. Que vire um youtuber famoso pra conseguir lançar um livro. Que se sinta tão confortável nas situações merda quanto o Alonso se sentiu no GP do Brasil. E que os únicos ajustes fiscais na sua vida sejam o do pagamento daquela conta atrasada pra ninguém gritar um “senhora? Senhora” quando você estiver devendo.

A todos os homo e mulher sapiens que estiverem lendo este texto, espero que 2016 feja fuito incrífel pra focê e que fupere 2015.

O que não é algo difícil, se formos pensar nesse ano bosta que tá acabando.

Começou a escrever em 2008 para fugir de uma rotina massante no galinheiro e descobriu que era bom naquilo. Ou pelo menos achava que era, já que nunca conseguiu dar nenhum beijo na boca por seus textos. Dizem por aí que continua virgem, mas ele nega.