Este ano temos um novo recorde no número de livros lidos. Até o momento em que escrevo este post foram 52, batendo os 50 de 2011. Isso porque não contei os quadrinhos, que aumentariam esse número para mais de 70. Foi um belo ano, apesar de tudo que aconteceu.

Antes de apresentar os melhores de 2015, vamos conhecer os vencedores dos últimos anos:

Ranking dos últimos anos
2011: 3º – Desventuras em série, Lemony Snicket || 2º – Os três mosqueteiros, Alexandre Dumas || 1º – Peter Pan, J. M. Barrie
2012: 3º – A invenção de Hugo Cabret, Brian Selznick || 2º – Jogador nº 1, Ernest Cline || 1º – A torre negra, Stephen King
2013: 3º – A dança da morte, Stephen King || 2º – O encontro marcado, Fernando Sabino || 1º – Daytripper, Fábio Moon e Gabriel Bá
2014: 3º – Mrs. Dalloway, Virginia Woolf || 2º – Lolita, Vladimir Nabokov || 1º – Sandman, Neil Gaiman

2015

3º lugar: O velho e o mar – Ernest Hemingway

Se é pra começar a lista em grande estilo, vamos começar com um clássico. O Velho e o mar é um livro simples e com uma linguagem seca, mas que em suas poucas páginas consegue carregar uma tonelada de belas interpretações. Fiquei encantado com a relação entre Santiago e o mar e, principalmente, com a relação estabelecida entre o velho e o peixe. Cada página carrega pequenas poesias que não têm a intenção de se parecer com poesias. É genial.

2º lugar: Febre de bola – Nick Hornby

Poucos livros mexeram tanto comigo em 2015 quanto Febre de Bola. Escrito por um apaixonado por futebol, ele retrata não apenas como é torcer para um time, mas como é viver em torno daquilo. Aliás, mais do que isso, é como ser tão obsessivo a ponto do seu time se tornar você. Não é apenas um livro sobre futebol, mas sim uma biografia que usa o futebol como ponto de partida para discutir diversos outros pontos relevantes. É algo que nunca tinha visto ser feito com tanta paixão antes.

1º lugar: O senhor das moscas – William Golding

Estava atrás deste livro há tanto tempo que é previsível ele estar em primeiro nesta lista. A disputa entre Ralph e Jack pelo controle de uma ilha cheia de crianças é uma alegoria perfeita a diversos modelos da nossa sociedade e uma prova do que pode acontecer caso a gente regrida um pouquinho que seja. É um livro cruel, que não tem pena do leitor em nenhum momento. Faz a gente pensar sobre nós mesmos e sobre o mundo em que vivemos. Faz a gente pensar. E nada é melhor do que isso no momento em que vivemos.

Livros lidos em 2015
(as datas são relativas ao término da leitura)

05/01: O menino no espelho, Fernando Sabino
18/01: Miss Marple y trece problemas – Agatha Christie
25/01: A desumanização, Valter Hugo Mãe
25/01: Diálogos impossíveis, Luís Fernando Veríssimo
31/01: Peanuts completo – 1950 a 1952, Charles M. Schulz
08/02: Peanuts completo – 1953 a 1954, Charles M. Schulz
13/02: O dia em que a poesia derrotou um ditador, Antônio Skármeta
15/02: Peter Pan, J. M. Barrie
15/02: O velho e o mar, Ernest Hemingway
16/02: Sua resposta vale um bilhão, Vikas Swarup
18/02: Will & Will, John Green e David Levithan
18/02: A hora da estrela, Clarice Lispector
25/02: Extraordinário, R. J. Palacio
28/02: O senhor das moscas, William Golding
05/03: O leitor, Bernhard Schlink
11/03: A felicidade é fácil, Edney Silvestre
14/03: Peanuts completo – 1955 a 1056, Charles M. Schulz
27/03: Na natureza selvagem, Jon Krakauer
04/04: Peanuts completo – 1957 a 1958, Charles M. Schulz
14/04: Ele está de volta, Timus Vermes
22/04: Os Goonies, James Kahn
03/05: Walt Disney: O triunfo da imaginação americana, Neal Gabler
03/05: Misery, Stephen King
04/05: Peanuts completo – 1959 a 1960, Charles M. Schulz
07/05: Geração Subzero, org. Felipe Pena
17/05: Oeste: A guerra do jogo do bicho, Alexandre Fraga
20/05: Mary Poppins, P. L. Travers
04/06: O ladrão do tempo, John Boyne
05/06: Astronauta: Singularidade, Danilo Beyruth
05/06: Penadinho: Vida, Paulo Crumbin e Cristina Eiko
07/06: Tripulação de esqueletos, Stephen King
10/06: Tony Moon: Está tudo fora de controle, cara, Pedro Duarte
12/06: A fantástica fábrica de chocolates, Roald Dahl
16/06: Cemitério de elefantes, Dalton Trevisan
18/06: Charlie e o grande elevador de vidro, Roald Dahl
23/06: As virgens suicidas, Jeffrey Eugenides
29/06: Febre de bola, Nick Hornby
30/06: Peanuts completo – 1961 a 1962, Charles M. Schulz
10/07: O pacto, Joe Hill
14/07: Clube da luta, Chuck Palahniuk
21/07: A revolução dos bichos, George Orwell
31/07: Cold Springs, Rick Riordan
06/08: Número zero, Umberto Eco
11/08: O livro de décimo aniversário, Bill Watterson
11/08: Turma da Mônica: Lições, Vitor e Lu Cafaggi
14/08: O grande mentecapto, Fernando Sabino
16/08: Maus, Art Spielgeman
20/08: Bonsai, Alejandro Zambra
25/08: Crash, J. G. Ballard
30/08: Trash, Andy Mulligan
01/09: Will Tirando nº1, Will Leite
05/09: Laranja Mecânica, Anthony Burguess
16/09: O vilarejo, Raphael Montes
17/09: No meio da notícia tinha uma pedra, Ennio Rodrigues
27/09: As aventuras de Robin Hood, Alexandre Dumas
04/10: Todos nós adorávamos caubóis, Carol Bensimon
23/10: Quem poderia ser a uma hora dessas?, Lemony Snicket
25/10: O que não existe mais, Krishna Monteiro
28/10: O chamado do cuco, Robert Galbraith
02/11: O espadachim de carvão, Affonso Solano
06/11: Doutor Sono, Stephen King
11/11: Louco: Fuga, Rogério Coelho
11/11: Turma da Mata: Muralha, Artur Fujita, Roger Cruz e Davi Calil
24/11: Manuelzão e Miguilim, Guimarães Rosa
29/11: A cidade e os cachorros, Mario Vargas Llosa
09/12: O silêncio das montanhas, Khaled Hosseini
18/12: Barba ensopada de sangue, Daniel Galera
27/12: Meu coração de pedra-pomes, Juliana Frank
28/12: Quando você a viu pela última vez?, Lemony Snicket
31/12: Você não deveria estar na escola?, Lemony Snicket

Comecei a vida dentro de um laboratório de química, mas não encontrei muitas palavras dentro dos béqueres e erlenmeyers. Fui para o jornalismo em busca de histórias para contar. Elas surgem a cada dia, mas ainda não são minhas. Espero que um dia sejam.