O último respirar de um 2008 cambaleante.

Nossa, soou que poético! Acho que ano que vem vou começar a fazer poesias. Mentira, odeio poesias. Prefiro uma boa história contada pelo Machado de Assis ou pelo Guimarães Rosa. Acho que os dois completaram 100 anos de alguma coisa esse ano, mas não vou jogar no Google pra descobrir do que foi.

Outras coisas que também fizeram aniversário esse ano foram a vinda da família Real portuguesa, a imigração japonesa e os quarenta anos de 1968. Tá, por mim que queimem todos os livros de história, não me importo nem um pouco se a Família Real veio ou não pro Brasil. O que mais me preocupa hoje é que roupa vou usar à noite.

Uma virada que se preze tem que ter a roupa da cor certa. Sabe aquele monte de superstições idiotas que a gente continua fazendo todo ano? Vou fazer todas. Não quero arriscar ter que repetir 2008. Mas se bem que até aconteceram algumas coisas legais.

A eleição do Barack Obama, por exemplo. O mundo se encheu de esperança e tal. Vamos ver se resolve. Pelo menos ele vai ser melhor que o Bush-sapatada-na-cara (se bem que qualquer coisa é melhor que ele). E o Obama ainda terá uma crise mundial pela frente, a pior desde 1929. O Lula disse que o Brasil está seguro por enquanto, que é só uma marolinha. Vou fingir que acredito e continuar vivendo minha vidinha.

Eu falei no Barack e acabei lembrando do Hamilton. Já perceberam que os dois são um pouquinho parecidos? Enfim, tudo bem que ele é um piloto excelente, mas aquele filho da puta tinha que ganhar o título do Massa na última curva e, ainda por cima, dentro de Interlagos? Já entrou para a minha lista de ódio eterno.

Mas tirei uma lição de 2008: não seguir os exemplos de titia Amy. A despirocada da vez está cada vez pior. Eu aposto todas as minhas fichas que ela morre ano que vem. E isso nem é pessimismo. Eu gosto dela, mas do jeito que ela se comporta, vai ser difícil. Devia fazer igual a Britney e dar a volta por cima. Nossa, já tô imaginando a Brit cantando pra mim: “Chickenizer, chickenizer…”!

Deixa eu voltar pra realidade. Onde parei? Ah, sim, na crise dos alimentos. Essa foi a pior parte de 2008. Como o milho era a única coisa que o granjeiro conseguia comprar, ele deu aquela coisa amarela todo dia pra gente comer. Fiz greve de fome por quase um mês, comendo só os matinhos do chão. Adiantou? Não. Mas emagreci bem, o suficiente para não ter virado uma bola depois de ter comido tanto no natal. Tá, esquece o natal! Voltemos à retrospectiva…

Fidel renunciou ao poder e eu sempre acreditei que ele fosse morrer abraçado com o cargo. Não que isso vá demorar, na verdade. Por falar em morte, um minuto de silêncio para o padre que tentou alcançar o céu com balões. Nem merece piada porque porque ele é a grande piada. Da série “bizarrices de 2008”, Ronaldo Bola fez programa com travestis e veio para o Corinthians. Não sei se há uma relação entre os fatos.

Por falar em futebol, o São Paulo foi campeão. De novo. Isso tá começando a ficar chato. Deviam deixar um time meia boca ganhar de vez em quando, só pra dar emoção. Tipo o meu Galo, que fez 100 anos, não ganhou nada, mas pelo menos não caiu pra segunda divisão.

Tá, cansei! Faltou falar muita coisa que aconteceu, mas falei o principal. E que venha 2009!

Vou desativar meu antigo blog, o “Memórias de um frango”. Para isso, vou resgatar as crônicas que estavam postadas lá, dar uma repaginada e trazer para cá. Essa é a segunda parte da Frangospectiva, que acabou se tornando uma tradição nos meus blogs. Eu ainda estava pegando o jeito de escrever esse tipo de texto, então ele ainda está bem truncado.

Começou a escrever em 2008 para fugir de uma rotina massante no galinheiro e descobriu que era bom naquilo. Ou pelo menos achava que era, já que nunca conseguiu dar nenhum beijo na boca por seus textos. Dizem por aí que continua virgem, mas ele nega.