Interrompemos nossa programação normal para a exibição do horário eleitoral gratuito, de acordo com a lei Federal número…

Puta que pariu! Até aqui essa merda vai começar? Fiquei caladinho no período eleitoral torcendo para isso acabar logo, mas não dá mais. Aquela maldita disputa pela prefeitura do galinheiro foi pro segundo turno. Vou ter que perder outro domingo para ir votar.

Votar nem é o problema. A propaganda eleitoral é. Tem gente que assiste como se fosse um programa humorístico, mas nem por esse ponto consigo ver. Prefiro assistir à novela dos mutantes da Record. E olha que também odeio aquela coisa.

Como se não bastasse ocupar a televisão, aqueles santinhos ainda teimam em ocupar as ruas. Pra que tanto papel? galinheiro é praticamente um ovo, nem tem tantos candidatos assim. Devia ter era eleição com chapa única. Um candidato, nenhuma outra opção. Mais fácil e mais rápido para votar. Democracia é algo supestimado.

E olha que tem apenas uma urna eletrônica aqui. Não que precisasse de mais, já que nem fila direito dá. Mas, sinceramente, não sei pra que tem eleição. Sou a favor de uma ditadura. Mas não uma ditadura franguística e sim uma na qual o granjeiro domine tudo. Nem é tão difícil assim. A gente viveria sob as regras impostas por ele e, entre nós mesmos, só teríamos que manter algumas pequenas regras de convivência.

Quase uma anarquia. Ia poupar meu domingo indo votar e só por isso eu já ficaria bem feliz. Ou transformarem em uma votação online, igual fazem para eliminar alguém do Big Brother. Você lá no meio de um monte de janelinhas de Orkut, MSN, Plurk, Facebook, Twitter e, no meio delas, uma enquete para escolher o próximo prefeito. Um clique e pronto! Voto computado!

Na verdade, acho que o voto não devia era ser obrigatório. Muita gente que vota por votar não iria nem aparecer. Ia ser bem mais tranqüilo. Eu, por exemplo, nem perderia meu tempo indo lá na zona. Pensando bem, porque o lugar de votar se chama zona? Melhor nem pensar nisso.

Calma, me perdi. Ontem eu estava mesmo? Ah sim, eu seria uma ave que não votaria! Não sou um alienado político, não me julgue mal. Não é isso! Só não quis acompanhar nenhum candidato esse ano e, no momento, não sei qual é o melhor. Por isso não vou dar meu voto de graça. Se votar em alguém, como vou poder cobrá-lo se eu nem sei o que ele prometeu?

Ah, deixa pra lá. Estou enrolando demais e tenho que sair para “exercer meu papel de cidadão”. Sei que não é o melhor, mas vou lá votar em branco. Ou nulo. Ainda não decidi qual dos dois é meu candidato favorito.

Vou desativar meu antigo blog, o “Memórias de um frango”. Para isso, vou resgatar as crônicas que estavam postadas lá, dar uma repaginada e trazer para cá. Escrevi essa crônica quando a disputa para prefeito de Belo Horizonte foi para o segundo turno, em 2008. Mal sabia eu que, nove anos depois a política se tornaria essa zona que estamos vivendo hoje. E nada que o frango reclamou se tornou realidade. Infelizmente.

Começou a escrever em 2008 para fugir de uma rotina massante no galinheiro e descobriu que era bom naquilo. Ou pelo menos achava que era, já que nunca conseguiu dar nenhum beijo na boca por seus textos. Dizem por aí que continua virgem, mas ele nega.